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Sauatá
 
Sauatá
sair ao atá
sair à toa
catando sonhos nos mangais da vida
entre Iaras e Boiúnas cancerosas
entre botos e guarás intoxicados.

Sair à toa
sauatá
sair ao atá
respirando a essência verdenvenenada
que aflora da flora deflorada
pelos incêndios e naufrágios do meu chão.

Pobre de mim, meu mano, que ainda teimo
em defender meu chão trazendo apenas
o coração, a voz e as mãos vazias.

Pobre de ti, meu mano, que transformas
o verbo em foice para abrir caminhos
entre as balas do ódio e a mais-valia.

Pobre de vós, tiranos, que julgais
matar o sonho - esse Angelin frondoso!
cortando um frágil ramo sonhador.

Pobre de nós, humanos, que deitamos
veneno em nossos rios, em nossas almas
e incendiamos nosso próprio chão.

Antônio Juraci Siqueira, O Filho do Boto
poeta paraense